Arquivo de abril \21\UTC 2007

Burton & Depp Reloaded

 

Não é de hoje que Johnny Depp e Tim Burton formam uma das melhores duplas do cinema moderno. Na verdade, a dupla começou em 1990, com o filme mais legal da seção da tarde; Edward Mãos-de-Tesoura. Então, nesses quase 20 anos, eles já trabalharam juntos várias outras vezes, e o próximo trabalho da dupla já tem nome, Sweeney Todd.

Sweeney Todd é na verdade um musical de Stephen Sondheim, feito em 1979. O musical conta a história de Benjamin Barker, um barbeiro que injustamente foi preso por 15 anos, e agora volta para se vingar. Ele volta com o pseudônimo de Sweeney Todd (Johnny Depp), para assassinar qualquer um que sente na sua cadeira de barbeiro. Todd é ajudado por Mrs. Lovett (Helena Bonham Carter, a Marla Singer de Fight Club), que com os restos das vítimas, faz tortas de carne que ficam famosa por toda a Londres. Além desses dois, o filme conta com Alan Rickman (Harry Potter), Sacha Baron Cohen (O BORAT!!), Timothy Spall (Harry Potter) e Christopher Lee, que já trabalhou com Burton na refilmagem da Fantástica fábrica de Chocolates, em Sleepy Hollow (A lenda do Cavaleiro sem Cabeça) e ainda fez a voz do Pastor Galswells em a Noiva Cadáver. Já deu pra perceber que Burton sabe escolher BEM com quem trabalhar, hein? Então, como eu tinha falado, Sweeney Todd já é o sexto filme da parceria entre Depp e Burton, os outros foram:

[1990] – Edward Scissorhands (Edward Mãos-de-Tesoura)

Um ano depois do fraco lançamento de Batman, Burton anuncia seu novo filme, que pareceu a todos como uma versão nova de Frankenstein. Um Homem artificial com mãos de tesoura, e para o papel principal, Burton escolheu o até então desconhecido Johnny Depp. Nesse primeiro filme já fica claro o estilo de Burton, um clima dark, quase gótico. Pra ajudar, Depp fez o filme inteiro usando maquiagem e roupas pesadas, resultando em um desmaio durante a gravação (por causa do calor). Mas o filme não seria tão genial se não fosse a atuação perfeita de Depp, que em poucas falas conseguiu passar a emoção do personagem. Esse com certeza é o melhor filme já feito pelos dois.

Um ótimo começo de parceria, não?
[1994] – Ed Wood (Ed Wood)

Edward Davis Wood Jr foi um diretor/produtor/ator norte-americano, na verdade, Ed Wood foi “O pior cineasta de todos os tempos”, título conseguido por suas filmagens completamente trashs. Mas era trash MESMO, disco voadores pendurados por barbantes, cenário (de isopor!) caindo no meio do filme, e por ai vai (piorando?).

Ed Wood não rendeu tanto como a parceria anterior, talvez pelo fato do diretor (Ed Wood) não ser muito conhecido, ou por Burton ter rodado todo o filme em preto e branco. Mas é fato que a interpretação de Depp foi, novamente, fantástica! É impressionante como ele consegue passar toda a perseverança, emoção, e amor ao cinema que o diretor fracassado tinha. As cenas em que Wood dirige o filme travestido (Sim, além de péssimo cineasta, o cara gostava de se vestir de mulher), são ótimas. Depp se envolve de uma maneira absurda com a personagem, deixando evidente que a parceria com Burton tem tudo pra continuar dando certo.

[1998] – Sleepy Hollow (A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça)

Após 4 anos (de novo!), Burton e Depp se encontram novamente. Dessa vez Depp é Ichabod Crane, um policial de NY que é chamado a pequena Sleepy Hollow, para desvendar uma série de assassinatos bizarros, onde todas as vítimas foram decaptadas.Usando técnicas não convencionais, e com um excêntrismo tão bizarro quanto, Ichabod é um ótimo personagem para Depp, que novamente mostra como consegue se envolver com os personagens.

Em Sleepy Hollow, Burton consegue usar novamente todo o seu estilo dark/gótico, usado anteriormente em Edward Scissorhands. Dessa vez, além do cidade, a história também contribui para o goticismo envolvido no filme. Ponto pra eles!

[2004] – Charlie and the Chocolate Factory (A fantástica fábrica de chocolate)

Quando Burton anunciou que faria uma nova versão da fantástica fábrica de chocolate, muito se falou sobre quem seria o substituto de Gene Wilder (O primeiro Willy Wonka). Burton não teve dúvidas ao chamar Depp para interpretar o estranho personagem. Quem já viu o filme sabe o quão excêntrico é Willy Wonka, desde sua maneira de tratar, ou melhor, destratar os visitantes de sua fábrica, até a maneira com que se veste. E pra variar um pouco, Depp mandou muito bem no filme, deixando o personagem com um ar cruel, mas ainda assim engraçado. Deu pra perceber o talento natural que o cara tem pra interpretar personagens excêntricos, né ? Jack Sparrow, Edward Mãos-de-Tesoura, Willy Wonka, Ichabod Crane, Mort Rainey e muitos outros..

Outra coisa que vale a pena ser lembrada é o visual do filme, que mesmo não sendo pesado como os anteriores de Burton, é sensacional! Desde a fábrica, até a casa de Charlie, tudo muito bem feito. E nem preciso lembrar dos Oompa-Loompas, que são um show a parte, colaborando com as cenas mais engraçadas do filme.

Essa versão, é excelente pra quem gostou da primeira, e pra quem nunca viu (como eu) a versão original !

Além desses filmes, tem também o mais recente deles, que é A Noiva Cadáver (de 2005), mas como Depp só emprestou sua voz ao personagem principal e eu não vi o filme, é melhor nem falar nada.

Junkie Movies

-Who needs reasons when you’ve got heroin?

 

 

Antes de qualquer coisa, acho que devo desculpas pra vocês, né. Afinal, simplismente sumi daqui, mas ó, nem foi a toa, deixa eu explicar;

Além de problemas de saúde (nada sério, mas não tava conseguindo parar em frente ao pc), provas na escola, relatórios atrasados e tudo mais, tenho escrito uns textos pra outros sites também, e assim que eles forem publicados eu posto aqui 😉

Mas então, como nesse tempo sem postar, não vi nenhum filme novo, vou deixar aqui um postzinho rápido, antes de um texto novo de verdade, no estilo do último post do blog do Vinícius, okay?

Então, agora eu quero que vocês me digam a relação entre GG Allin, Sid Vicious, Darren Aronofsky e Danny Boyle tem em comum? Não sabe?
Amd, eu explico, os dois últimos nomes, são respectivamente os diretores de Requiem for a Dream e Trainspotting, os dois melhores Junkie Movies já feitos, ever. Entendeu agora Sid Vicious e GG Allin?

Seguinte, pra você que ainda tá perdido, Requiem for a Dream é um filme de 2000, que mostra diferentes formas de vício, indo desde os mais óbvios como a heroína, até outros que poderiam passar desapercebidos, como anfetaminas, comida, ou até mesmo televisão. O filme é protagonizado por Jared Leto (Senhor das Armas, e talvez Prince of Persia!) e Jennifer Connelly (Dark Water, Blood Diamond), que formam um casal de viciados, que acabam se isolando em um mundo utópico, tentando fugir da triste realidade que suas vidas se tornam após chegarem ao fundo do poço.

O filme é de um horror lindo, com cenas absurdamente fortes. Conta com uma direção de fotografia sensacional, e com uma trilha sonora igualmente boa. Ou seja, tá esperando o que pra ver (ou rever) o filme?

Outro filme no mesmo estilo, é Trainspotting, de 1996. O filme é uma adaptação de um românce de Irvine Welsh e conta a história de quatro jovens escoceses viciados em heroína (coincidência?). É mostrado no filme, como a amizade dos quatro caminha para um fim, enquanto eles fazem de tudo pra sustentar o vício. O modo em que a auto-destruição (causada pela heroína) é retratada, é linda, cenas inesquecíveis como Renton desintoxicando já valem o filme inteiro.

O mais legal disso tudo, é que já foi anunciada uma continuação para Trainspotting, a continuação se baseia no romance Porno, de Irvine Welsh, publicado em janeiro de 2006. O livro reúne todos os personagens do filme original, 10 anos depois do acontecido no primeiro filme.

A questão é, será que reviver um clássico desses, mesmo com uma idéia boa, como Porno, vai dar certo?

Fear of a blank Planet

 “Oohh, we were doing sooo well”

É o seguinte, quem é fan de Porcupine Tree já deve ter melado a cuequinha com o título , mas pra que não tá entendendo nada, Fear of a Blank Planet é o nome do novo cd da banda, com lançamento previsto pro dia 26 desse mês.

Fuçando em uns fóruns de música progressiva, achei um tópico falando que o albúm tinha vazado, quase gozei na hora, mesmo achando que era mentira. Peguei o cd, e é verdade mesmo (pelo menos parece), apesar da variação de qualidade nas músicas, dá pra ter uma noção da qualidade do álbum!

Links do cd: http://sharebee.com/dc04d46f

Links da Botleg: http://sharebee.com/3be18f83

Bom, como eu não sou maluco de fazer uma resenha de um álbum que eu peguei a menos de 12 horas, vou botar só as minhas primeiras impressões sobre ele aqui:

O álbum já começa com a faixa-título (Fear of a Blank Planet) , que já tinha sido divulgada há mais tempo, e já tinha me agradado bastante. Achei ela uma das melhores do cd, com certeza! Ah, detalhe que é preciso lembrar; o cd só tem 6 músicas. Mas veja bem, são 6 músicas do Porcupine Tree, ou seja, são tão boas quanto 60 músicas de outra banda normal.

O cd continua com My Ashes, que pra mim é a mais fraquinha do cd, nem tem muito o que falar dela. É a baladinha do cd, mas nem chega aos pés de Lazarus (Deadwing), Trains (In Absentia) ou Lightbulb Sun (Lightbulb Sun). Depois dessa música fraquinha, vem o ponto alto do cd, Anesthetize!

Anesthetize é tipo aquela música grandona que tem em todo os cds do PTree, sabe? Então, junto com o FoabP, já garante o cd. Vale lembrar, que assim como no Deadwing o Harrison(baterista) fez diferença de novo, e nessa música fica evidente. A levada da música é absurdamente contagiante (sim, me faltou outra palavra), sendo que depois dois 5 minutos de música (ela tem 18 minutos) ela começa a ter uma pegada mais forte, que dura uns 4 minutos, depois disso, volta aquele clima clássico de melancolia da banda.

O cd continua com Sentimental (Que por acaso, eu já estou tirando no piano) , que é bem tranquila. Tocada toda no piano, é a baladinha mais bem feita do cd! Pra variar, o Steven Wilson mandou muito bem no vocal!

O cd termina com Sleep Together, que lembra bastante as músicas mais antigas da banda. Essa também já tinha sido divulgada no site deles, mas confesso que só criei uma simpatia por ela depois de ouvir o cd inteiro. A música tem um refrão grudento, daqueles que fica na cabeça mesmo, sabe? Então.

Repararam que eu pulei a 5º música ? Fiz isso por um motivo só, nesse álbum que vazou, a 5º música é Way out of here, que se não me engano, já foi substituida por The Beast, não sei pq, achei ela legalzinha e tal.

Então pessoal, como eu tinha falado, não sou maluco de escrever um review de um cd que eu ouvi tão pouco. Provavelmente vou comprar o cd na estréia, e depois de ouvir direito, faço um post decente!

Propaganda safada agora: 

A Anne tá escrevendo uma fanfic de 300, o que já foi postado tá MUITO legal, e ainda vai melhorar ! Pra quem entende inglês, e gostou da HQ ou do Filme, é uma ótima pedida!

Link: http://www.fanfiction.net/s/3476366/1/

Spartans are on a Killing Spree!

            Hello, Hell Restaurant? I need a reservation for 300.

 

Bom, como eu já tinha falado aqui algumas vezes, sexta-feira (dia 30) eu fui na estréia de 300, e como saí avisando que ia postar uma resenha até terça, o prazo já tá acabando.

Normalmente eu não gosto de resenhar filmes que eu acabei de ver, principalmente por ficar “cego” e não conseguir apontar os defeitos, mas acho que agora já dá pra ser um pouco menos parcial.

Fui no cinema com o pessoal do fhbd e tal, e olhem que bizarro, o cinema tava BEM vazio. Porra, era a estréia de um dos filmes mais esperados e tal, e tava BEM vazio MESMO. Bom, melhor pra mim.

Como já era de se esperar, o filme tem um roteiro tão profundo quanto uma poça de água, mas pera lá, alguém tava procurando uma história envolvente no cinema? Acho que todo mundo que tava lá queria ver sangue persa voando, não?

E isso não falta. 300 tem cenas de lutas que eu não vejo a muito tempo. Vocês não sabem como é foda ver 300 espartanos lutando (ou dançando?) coreografadamente, tudo muito foda MESMO. Isso sem falar no lance de por a cena em slowmo, e depois dar uma acelerada (reverse, segundo a Anne), isso deixou todas as lutas com um Q a mais.

Além da porradaria descontrolada, vale a pena falar também da adaptação HQ-Cinema. Eu já tinha postado VÁRIAS fotos comparando e tal, mas porra, algumas cenas são de uma perfeição indiscritivel, só vendo o filme mesmo. Como a cena dos persas caindo no desfiladeiro, ou os mensageiros persas chegando a esparta, que coisa linda.

Cenas como a de Leonidas comendo a mulher antes de ir pra guerra (tavam falando mal, mas eu gostei pra caramba), ou a do general entrando em frenesi e chutando as bundas persas depois de ver seu filho morrendo, já valem praticamente o ingresso. Isso sem falar em cenas clássicas da HQ, como Leonidas morrendo, ou Xerxes dando em cima do Rei (viadagem pouca, hein).

Além de toda a ação, tem também um espaço pra um humor (negro?) no filme, as tiradas do Rei Leonidas são engraçadas de mais. Até algumas cenas nada a ver me fizeram rir, tipo quando o Faromir grita no momento mais random possível, e todo mundo faz uma cara de whatthehell. Isso sem falar do Santoro, que interpreta bixas como ninguém.

Ah sim, o Rodrigo Santoro..bom, não preciso nem falar que o cara já tem um talento natural pra interpretar bichonas, né ? Mas então, pra quem não conseguiu reconhecer, Santoro era o Rei Glam Xerxes, sim, a bicha dos piercings. Eu gostei, e o pessoal da gringolandia também, agora é só esperar pra ver como vai ser a repercução, pelo menos na estréia foi ótima.

Não tem muito mais o que falar do filme, não vale a pena ficar elogiando, elogiando e elogiando, enquanto os “críticos especializados donos da verdade” ficam falando merda do filme. É mais fácil você levantar essa sua bunda gorda e ir logo no cinema ver o filme.


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Dolus D'Oléron

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