
“Risco biológico? Chame Jack Bauer.”
Depois de um bom tempo sem postar aqui de novo, voltei com uma idéia que deve acabar com esse tempo gigante entre os posts daqui. Pelo menos uma vez por semana, vou atualizar isso daqui com um texto sobre o último episódio de uma das séries que eu acompanho, sim, uma resenha do episódio.
Vou começar com House pois além de ser a série que eu acompanho a mais tempo, e com mais fidelidade, eu vi o último episódio ontem, ou seja, tá tudo fresquinho aqui ainda. Pra quem não sabe, House é uma série médica, só que completamente diferente do que você já viu em scrubs, E.R. ou Grey’s Anatomy.
A grande diferença está em Dr. Gregory House (Interpretado perfeitamente por Hugh Laurie), House é um dos melhores em sua especialidade (diagnósticos), mas ele não é como qualquer outro médico. Irônico, anti-social, sarcástico, House se recusa a se envolver com seus paciêntes, muitas vezes dando o diagnóstico sem mesmo conversar com eles. Suas tiradas sarcásticas deixam os episódios com um tom de comédia sensacional, tirando toda a tensão dos casos praticamente impossíveis que chegam a House e sua equipe. Além de Hugh Laurie, temos também Omar Epps, Jennifer Morrison e Jesse Spencer (Respectivamente Foreman, Cameron e Chase) formando a equipe de House, e Robert Sean Leonard, que interpreta o Oncologista James Wilson, o melhor (e talvez único) amigo de House.
Agora que já cituei vocês, deixa eu falar do último episódio;
[House - s03e21 - Family]
Depois de uma seção de episódios ótimos, qualquer coisa abaixo de excelente ia tirar uma careta das caras dos fans mais exigentes, pois é, parece que os produtores não pensaram nisso e resolveram lançar um filler* na última terça feira. Mas mesmo sendo um filler, o episódio foi muito bom.
O caso da vez foi entre dois irmãos, um com leucemia (Nick), que estava prestes a receber um transplante da medula de seu irmão mais novo, Matty. Porém, pouco antes do transplante, Wilson descobre que Matty não estava tão bem assim de saúde, e não poderia fazer o transplante. Como Nick tinha pouco tempo de vida (5 dias), Wilson pede ajuda a House para diagnosticar Matty.
Novamente, temos um ótimo caso, bastante envolvente, e com um final inesperado, afinal, durante o episódio, várias soluções são encontradas, mas nenhuma conseguiria deixar os dois irmãos vivos. Mas a série não se sustenta só de medicina, e a mudança na personalidade de Foreman, e a reação de House em relação a isso são muito bem mostradas. Depois de perder um paciente no último caso, Foreman começa a perceber que está seguindo o mesmo rumo de House, e isso passa a afater seus diagnósticos, fazendo com que House comece a considerar uma demissão.
Temos também a parte comica do episódio, protagonizada por Hector, o cão de Wilson que estava sob cuidados de House. Depois de uma overdose de Vicodin (Remédio em que House é viciado), uma pata quebrada (Que deixa Hector mancando, assim como House), e várias revistas e tênis destruidos, House devolve Hector para a mulher de Wilson, apesar de muita gente ter torcido para os dois continuarem juntos no final do episódio.
Voltando para a medicina, Cameron continua um zero a esquerda pra mim, levantando sempre a hipótese de auto-imune e mais nada, e Chase fez tanto quanto ela nesse episódio. Basicamente, o episódio se focou em Foreman, que se mostrou cada vez mais parecido com House, mesmo que lute contra isso. Não vou contar muita coisa pra não estragar a surpresa de quem ainda não viu o episódio, mas basicamente é isso.
Ahn sim, outra coisa que eu não poderia deixar de falar aqui, é que FINALMENTE os produtores acordaram e deixaram o Robert Sean Leonard interpretar um bom papél com Wilson. Foi lindo ver ele e House discutindo de verdade, e ver que ele finalmente começou a mostra que tem opinião nos casos.